1 Gira, da nó, giraa...

Boooa noite cherrys :D

Estava eu, passeando pelos blogs alheios, quando me deparei com dois blogs falando sobre giros, esses que é tão importantes e tão usados na nossa queriada dança do ventre... Maaas, não teve como gente, lendo os blogs veio outra coisa na minha cabeça para postar e hoje, vou fugir um pouco do nosso universo pra falar de uma outra dança...

Vou falar um pouco sobre SAMBA ROCK ;)

"Samba-rock é uma dança que surgiu da criatividade dos freqüentadores dos bailes em casas de família e salões da periferia de São Paulo no final da década de sessenta/ começo da década de setenta, mesclando se os movimentos do rock and roll (hoje rockabilly) com os passos do samba, ao som das equipes a despeito deste ou daquele ritmo importando tão somente o tempo da musica em relação à dança.
Na primeira metade da década de setenta fora chamado por diversos nomes Sambalanço, Swing, Rock Samba, e finalmente Samba-rock por causa do lançamento da primeira coletânea que continham musicas que eram tocadas nos bailes de samba-rock e re-gravadas especialmente para estes bailes.

A primeira coletânea lançada em 1977 e que se chamava “Samba Rock o Som dos Black`s” deu inicio a uma nova era para o samba-rock onde eram re-gravados vários sucessos de bailes da época fazendo com que fosse mais fácil o acesso a essas musicas que ate então eram musicas fora de catalogo e difíceis de se encontrar.

Tornando assim o Samba Rock mais conhecido na grande São Paulo e outros estados.

A forma de se dançar samba-rock foi sendo aprimorada com os festivais de dança de onde os dançarinos disputavam entre si para ver quem era o melhor.

As disputas entre os dançarinos de samba-rock seguiam os mesmo moldes do filme “Embalos de sábado à noite” onde tínhamos o júri técnico formado primeiramente por aqueles que se julgavam serem os melhores dançarinos da época e que julgavam a parte técnica da dança tempo contra tempo, erros, passos inéditos, quantidades de passos, qualidade dos passos e dificuldades dos passos, em alguns festivais tinha-se também o chamado júri popular onde se escolhiam alguns freqüentadores destes bailes para junto com o júri técnico escolherem os melhores em uma escala de um a dez ou de dez a cem.

Lembrando que as regras e o formato destes festivais variavam de bairro para bairro ou mesmo vila para vila.

O Samba Rock também é conhecido como Sambalanço. Recebeu uma grande influência do jazz. Os dois mais significativos representantes do Samba Rock (Sambalanço) são Jorge Ben Jor e Bebeto, que misturam também elementos de outros estilos.

O samba-rock pode ser considerado uma fusão do samba com ritmos americanos, como o bebop, o jazz e o soul. O samba-rock como forma de dança sofreu influências do rockabilly dos anos 50 e 60, só que com movimentos mais suaves, sem passos aéreos, porém com muitos giros, tanto do cavalheiro quanto da dama. Foi uma forma de dança dos bailes negros da periferia de São Paulo, desde os anos 60, com pitadas de samba no pé, gafieira, salsa e rock.

Tecnicamente, nas composições de samba-rock é feito um deslocamento da acentuação rítmica, cujo compasso binário do samba (2/4) é adaptado ao compasso quaternário (4/4) do rock e do soul music, utilizando ainda naipes de metais importados dos grupos de soul e funk americanos."

Fonte: Wikipédia.



Bom, não existe muita informação sobre samba rock por ai... Então não vou falar muito... Porque eu entendo basicamente que essa dança me confunde... Mas é uma delicia de dançar, relaxa, é alegre, não tem como não sorrir enquanto dança (ainda mais quando erra rsrs).

Eu até tento, danço uma musica ou duas, maaas, preciso mostrar pra vcs meu sogro...Ele ARREBENTA A BOCA DO BALÃO...
Da de 10000 x 0 em muitos meninos que competem com ele, de 18/20 anos...

Com vocês, o "Tiozinho Nostalgia":

Semi-final - Campeonato intermunicipal de Samba-rock - Coreografia:



Semi-final - Campeonato intermunicipal de Samba-rock - Musicas livres



Final -  Campeonato Intermunicipal de Samba-rock - Coreografia:


Final - Campeonato Intermunicpal de Samba-rock - Musicas Livres



Eles tiveram nossa ganhadora do Mercado Persa 2010 - Carol Koga, como uma das juradas.



O que vocês acharam?

Beijooos

Boa noite cherrys.

Estava andando pelos meus blogs preferidos, e achei variiiias coisas legais pra postar por aqui, não vou postar tudo de uma vez(lógicoooo), vou começar por um poste sobre uma das mulheres que mais me fascina, e desperta os meus melhores sentimentos...

Peguei este texto do blog da Sasha Holtz aqui.
E ela pegou no site da Lulu (http://www.lulusabongi.com/)



 "Oum Kalsoum - A alma na Voz
Oum Koulthoum - A Alma na Voz
Artigo escrito por Jasmin Jahal em 2000 - Tradução: Lulu Sabongi fevereiro 2003
Qualquer pessoa que conheça alguma coisa sobre música árabe, conhece o nome Oum Koulthoum.

Esse nome é provavelmente o mais famoso dentre todos os nomes árabes ligados ao canto no mundo árabe. Om significa mãe em árabe. Usando neste contexto é como se fosse um apelido, mas neste caso em especial, é o nome real de uma mulher que foi a " mãe" das mais conhecidas e amadas canções árabes de todos os tempos.
Você pode encontrar diferentes formas de grafia para este nome. Algumas vezes Om é pronunciado como : Um, Umn,Oum ou Omn. Koulsoum pode ser visto como: Kulthum, Kalsoum ou Khalthoum. Todas estas são versões fonéticas do mesmo nome.
Om Koulsoum nasceu numa pequena vila , vinda de uma família simples, em 1904. Ela aprendeu a cantar em casa com seu pai, que era o líder religioso da mesquita local e suplementava seu magro rendimento se apresentando em casamentos e outras celebrações acompanhado de seus dois filhos, Om e seu irmão. Os três sempre trabalhavam juntos.
Em virtude de sua juventude e sua voz forte e excepcional, Om logo se fez notada e se transformou em atração especial dentro do trio, por vezes fazendo a abertura das apresentações. 
Com o passar do tempo a família viajou mais longe e conseguiu aumentar seus preços para contratações. Ainda mesmo com o sucesso, a família relutava em ir para o Cairo, apesar de muitas pessoas encorajarem Om a levar sua carreira a frente na cidade que era e é até os dias de hoje, o centro dos negócios para a industria do entretenimento.
 
Finalmente a família se mudou para o Cairo em 1923, quando Om contava 19 anos.
Sua voz foi imediatamente notada e aclamada pela imprensa , mas tendo sido considerada ainda sem instrução , uma pedra preciosa a ser lapidada. Om partiu em estudos , com diversos professores de música assim como poetas e a própria sociedade. Estudava para seguir os passos e as formas de comportamento de sua época tomando por exemplo as senhoras de elite, que eram seu público cativo em casas particulares onde ela se apresentava. Logo se tornou amiga daquelas pessoas que a contratavam e iniciava assim um novo momento em sua carreira.
Na primavera de 1926, Om Koulsoum contratou pela primeira vez músicos profissionais para acompanhá-la cantando, e eles então tomaram o lugar de sua família. Por volta de 1928, ela elevou-se ao topo dentro do " ranking" dos cantores profissionais do Cairo.
Durante os anos 20 e 30, ela esteve na TV gravando comerciais que lançaram seu envolvimento, que duraria por toda a vida, com a mídia em massa.
Seus anúncios comerciais lhe ofereceram segurança financeira e conforto, então Om pode ser seletiva acerca de suas oportunidades para se apresentar , e aceitava apenas o que lhe interessava. Ela foi uma sábia mulher de negócios, dispensando seu agente e tomando em suas próprias mãos a organização e decisão de seus contratos profissionais. Ela cultivou, cuidadosamente seu público, que incluía um vasto número de ouvintes, sentados em casa ou em lojas, perto dos rádios, o que a transformou numa figura familiar para todos eles.
A época dourada dela aconteceu nos anos 40 e 50. Seu repertório se expandiu das canções românticas modernas para trabalhos neo-clássicos , baseados em costumes historicamente árabes, envolvendo nas composições música e poesia, recontando a vida. Esta música foi considerada genuinamente árabe e se tornou extremamente popular.
Problemas de saúde perseguiram Om Koulsoum toda a sua vida, afetando seriamente sua carreira em 1946. A preocupação com sua voz, a levou a sofrer de depressão, e esta se agravou no ano seguinte a morte de sua mãe, irmão e um sério rompimento amoroso. Em 1949 ela passou a apresentar problemas com seus olhos, agravados pela forte iluminação nos palcos e na televisão.
Finalmente ela decidiu usar óculos escuros para suas apresentações em público. Seguiu-se então um longo período em que sua saúde esteve comprometida, e isto durou até 1955. O público considerou com compaixão seu afastamento , aceitando que sua estrela imutável era de fato um ser humano. Um dos nomes atribuídos a ela durante a vida foi " Kaukab al Shark" que significa Estrela do Oriente - observação feita por Omar Naboussi durante a tradução deste artigo - Durante esta fase de sua fase, no lugar de ser esquecida, ela se tornou ainda mais querida pelo público fiel e amoroso que acompanhava sua história.
Por esta época Om iniciou sua parceria com o premiado compositor Mohamed Abdel Wahab. Em 1964, eles produziram aquela que seria uma de suas mais conhecidas canções no mundo todo, " Ente Omri". Esta foi a primeira das dez canções que Mohamed Abdel Wahab escreveu para Om Koulsoum.
Durante os anos 50 e 60, ela expandiu sua atuação se transformando em porta voz de diversas causas ligadas a arte e a música, e entrou para a vida pública. Ela solicitava ajuda governamental para a música e os músicos atuantes no Egito. Depois da guerra de 1967, ela iniciou uma série de concertos dentro e fora de sua terra para angariar fundos para sua causa. Viajou extensivamente dentro do Egito e no mundo árabe, coletando contribuições e doando os resultados obtidos para o governo egípcio. Ela se tornou então conhecida como a voz e o rosto do Egito.
Seus problemas de saúde se agravaram muito com a idade, e sua condição geral se deteriorou drasticamente em 1971. Seu último concerto aconteceu em dezembro de 1972. Em janeiro de 1975 Om Koulsoum sofre uma crise renal que a levou a morte em 3 de fevereiro daquele ano. Milhares de egípcios entristecidos acompanharam seu funeral.
Diz-se que seu repertório completo contava com cerca de 280 canções, em temas os mais variados envolvendo: amor, patriotismo, religião e natureza. Usava tanto o árabe clássico quanto o coloquial. A maioria delas é tão famosa hoje quanto era quando sua intérprete estava entre nós e as apresentava para as multidões. Algumas das mais famosas para nós bailarinas são: " Alf Leila we Leila, Ana Fintezarak, Ente Omri, Fakarouni, Leilet Hob e Lessa Faker.
É de máxima importância para qualquer bailarina oriental profissional conhecer ao menos um pouco sobre a diva da música árabe, Om Koulsoum. Para estudos posteriores vale a pena pesquisar a internet, estando atenta para procurar por todas as diferentes grafias de seu nome. Uma referência maravilhosa é o site http://www.almashriq.com
Artigo escrito por Jasmin Jahal em 2000 -Tradução: Lulu Sabongi fevereiro 2003
Para leituras interessantíssimas visite o site desta maravilhosa pesquisadora
Para mais informações visite os sites:
www.omkolthoum.com
 
Onde poderá encontrar artigos e canções que podem ser escutadas online´
www.shira.net/lyrics htm
Aqui poderá encontrar traduções de grandes peças tradicionais da música árabe".


Eu realmente amo as músicas da Om Kolthoum...
E acredito que precisa de muita competência, técnica, amor, ouvido musical (e muitooo mais) pra consegui dançar a altura que as musicas dela necessitam.

Segue alguns vídeos das minhas professoras, Carol Louro e Bruna Milani...

Carol Louro


Bruna Milani



Ainda não chegou o meu dia de dançar uma música da Om Kolthoum, por enquanto, estou só estudando.  rsrs

E vocês? Gostam?
Já dançaram?
Me conteeem ;)

Beijokaaas